Desde a atualização da NR-01 e a exigência do GRO/PGR, muitas empresas ainda tratam o PGR como um “arquivo para auditoria”: um documento estático, revisado uma vez por ano, apoiado em planilhas e indicadores reativos (acidentes, afastamentos, taxas de frequência). O resultado é previsibilidade baixa, controles críticos invisíveis no dia a dia e dificuldade de priorizar recursos onde o risco é realmente maior.

O PGR 2.0 propõe outra lógica: transformar o PGR em um sistema vivo de gestão do risco, que conecta três pilares operacionais:
1.Perigos críticos claramente mapeados e comunicados (ex.: trabalho em altura, energia perigosa, espaços confinados, içamento, escavação, veículos móveis).
2. Controles críticos verificados no campo com rotinas simples e confiáveis (assurance e “verificação de barreiras” com checklists objetivos, amostragem definida e responsáveis claros).
3. Indicadores líderes que antecipam incidentes, mostrando a “saúde” das barreiras antes que o evento aconteça.
Em vez de medir só o que já deu errado, a empresa passa a medir se as condições para dar certo estão presentes. Exemplos de indicadores líderes úteis:
Percentual de verificações de controles críticos realizadas no prazo em áreas de alto risco.
Taxa de conformidade de bloqueio e etiquetagem (LOTO) por etapa crítica.
Tempo médio de resposta para eliminar desvios críticos identificados no campo.
Backlog de ações corretivas críticas aberto > x dias.
Adesão às permissões de trabalho e revisões de Análise Preliminar de Risco.
Gestão de Mudanças: percentual de mudanças críticas avaliadas antes da execução.
Conversas de segurança focadas em perigos críticos por turno/equipe.
Testes de eficácia de EPI/EPC e checks funcionais de intertravamentos.
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Quando esses elementos entram no ritmo operacional (gemba), o PGR deixa de ser “papel” e vira rotina: supervisores têm visibilidade diária do risco por área; a manutenção prioriza correções com base no impacto em barreiras; a liderança acompanha limites operacionais em painéis simples; e a governança debate desvios críticos e decisões de recurso com base em dados, não em percepções.
Notícia Recente
PGR 2.0 é sobre colocar o risco no centro da operação e usar dados do campo para decidir rápido e melhor — antes que o incidente aconteça.
Demanda Referências:
OSHA – Leading Indicators: www.osha.gov
Normas Regulamentadoras (portal oficial): www.gov.br
NR 01 – Disposições Gerais e GRO/PGR: www.gov.br
